quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Capítulo 12 - Escolha


   
 ((Lawliet)) 

“Para Kira, a vitória já lhe pertencia. Mal sabia ele que eu estava bem perto, observando cada passo seu, pronto para dar o bote.”

Três dias. Esse foi o tempo em que, de longe, observei Light e Kaori escrevendo os malditos nomes no caderno sobrenatural. Ele procurava os nomes e ela, eficiente, escrevia por horas a fio, como um robô. Era uma tarefa esquematizada e monótona, que ocupava toda a tarde e parte da noite. Como eu havia previsto, Light Yagami estava sempre ali, a monitorando. Sendo assim, eu não podia me dar ao luxo de me aproximar muito. Ambos já sabiam que estavam sendo vigiados, e meu anonimato era uma peça fundamental para impedi-los. Sabia que tudo aconteceria na hora certa.

Na manhã do quarto dia, eu tentava rabiscar mentalmente um plano que fosse bom o suficiente para pará-los. Antigamente, não havia um ser no mundo que fosse melhor em esquematização de planos do que eu, mas já estava ficando um tanto entediado com aquela demora.

O caderno fazia seu trabalho, Yaoshii era controlada por Light. Centenas de mortes já estavam ganhando a atenção da mídia, e começava a ser cogitado o retorno de Kira. Tudo estava indo por água abaixo.

Se eu ao menos pudesse roubá-lo e me livrar dele... Mas nem isso eu poderia fazer, já que Yagami, depois de minha mensagem, começou a andar de um lado para o outro com o objeto de capa escura, como se tivesse passado cola.

Kira sabia que seria impossível alguém tocar no Death Note enquanto ele estivesse em sua posse, e eu sabia que ele estava certo.

O que faria?

Encarei o céu nublado, como se ele pudesse me dar a resposta.

O problema era sempre o mesmo: Death Note, Death Note.

Não havia modos de tirá-lo das malignas mãos de Yagami!

Ei... Talvez fosse isso! Estava tendo problemas em cogitar um plano contra Kira porque minha linha de raciocínio permaneceu tentando buscar uma solução direta e óbvia o tempo todo: afastar o caderno de Light. Como já havia repassado milhares de tentativas que sabia serem totalmente inadmissíveis, não conseguiria.

Eu precisava pensar numa alternativa, igualmente eficiente, mas possível de ser realizada.

E lá, agachado no murinho da sacada com o dedo nos lábios observando a cidade matutina, que o plano perfeito se criou. Fiquei de pé e me lancei pelos ares.

Kira teria uma desagradável surpresa.

(...)

Havia muito movimento na sala de reuniões do QG devido ao Retorno de Kira. Mas nenhum sinal de Nate. Subi alguns andares e encontrei uma porta branca. Atravessei-a. Lá dentro, tudo era da mesma cor que sua entrada, menos os muitos brinquedos espalhados pelo chão do quarto, ao redor da cama alva. Em cima dela, o garoto que compartilhava a cor do cômodo, montava um quebra cabeças... Branco.

Deus, ele com certeza tinha algum problema...

Sim, eu certamente sou muito normal.

Desviei dos brinquedos e me aproximei de Near.

—Você podia gostar de doces assim como gosta desses brinquedos.

Subitamente, ele se virou. O rosto se iluminou, como se eu fosse algum brinquedo em edição limitada.

—Você voltou... Admito que fiquei em dúvida se tudo foi um sonho ou não. Mas agora, tenho certeza de que foi real. – Nate disse, sorrindo.

Sentei-me na beirada da cama. Olhei para ele.

—Eu sou real, não tenha dúvidas quanto a isso. Vim aqui para saber uma coisa importante que pode me ajudar muito.

—E o que seria?

—O Death Note que você apreendeu de Light Yagami. Onde ele está?

N ficou surpreso com minha súbita pergunta. Sua resposta foi cuidadosa.

—Logo após sua morte, eu dei a ordem de destruí-lo, para que não houvessem mais riscos.
“Isso complica um pouco as coisas...”

—Mas porque a pergunta, L? – Nate questionou, tirando-me de meus devaneios. - Não é como se você quisesse se tornar um portador. Quer dizer, você não quer... Não é?

Meu silêncio falou por mim.

—Você... Quer um Death Note para uso próprio. - não era uma pergunta.

—Eu não vou matar ninguém – tranquilizei-o. – Acha que eu seria mesmo capaz de o fazer?

A confusão tomou seu rosto.

—Não. Conheço você desde criança, Lawliet. Mas pelo menos posso saber o motivo de querer um?

—Eu já disse, para deter Kira. Ah, vou precisar de uma micro câmera também.

Ele me encarou como se pudesse ler minha expressão, e eu imaginava que talvez conseguisse. Near era o único que realmente me conhecia, além de Watari.

—Um Death Note e uma micro câmera... - falou em meio a sua concentração. Depois de alguns segundos, ele arregalou os olhos por um instante e sorriu.

—Eu sei exatamente o que você planeja, L - disse, satisfeito por ter descoberto o plano apenas com minhas rasas palavras.

—Ótima dedução, Nate. É por isso que você está me substituindo. – elogiei.

—Se quer saber, tive um exímio professor – sorriu, e eu não pude evitar fazer o mesmo.

Depois de alguns minutos observando o talento do garoto em montar quebra-cabeças, sem desviar o olhar das peças, ele perguntou:

—Fantasmas podem ser portadores?

A questão era tão ingênua que tive pena. Ele achava que eu era um fantasma.

—Nate, eu não sou um fantasma.

Me fitou.

—Então... O que você é realmente?

Eu poderia contar à ele?

Tecnicamente, não. Mas ele guardaria segredo, eu tinha certeza. Eu havia me mostrado e pedido sua ajuda; o mínimo que podia fazer era dizer a verdade.

—Eu sou um Anjo.

Silêncio.

Sua reação foi muito diferente do que eu esperava.

—Quer dizer que os mortos viram Anjos? - A confusão e incredulidade em sua voz eram tantas que quase ri.

—Não, Nate. Eles não viram Anjos. É que meu caso foi especial.

—Especial? - franziu o cenho.

—Fui o único espírito em séculos que conseguiu alcançar esse tipo de proeza. Pelo que entendi, isso aconteceu pelo fato de eu ter colaborado tanto para manter a paz mundial - ri - investigando os malfeitores e apoiando a polícia.

—Então você é famoso.

—Um pouco... - admiti- Mas às vezes me sinto sozinho lá.

—E como é lá?

Porque era tão complicado conversar com vivos? Ele realmente esperava que eu descrevesse o Paraíso? Bem, eu já tinha dito várias coisas que não deveria, mais uma não parecia ser grave. Tudo bem, seria outra regra restringida por mim, e isso estava começando a me deixar preocupado com as futuras consequências que isso me traria.

Isso se eu conseguisse retornar.

—Você faz muitas perguntas pro meu gosto.

Ele completou o quebra–cabeças. Foi só assim que percebi que, bem em seu centro, havia a minha letra L.

—Estou só aproveitando a oportunidade. – fiquei aliviado por ele não insistir na questão - À propósito, eu posso conseguir a câmera que pediu, mas o caderno terá de encontrar sozinho. Sinto muito, mas por enquanto é tudo o que posso fazer.

Assenti.

—Pela manhã, eu venho aqui pegar a câmera para instalar no quarto de Kaori. Antes disso, vou à procura de um Death Note.

Sorri.

– Prepare-se, Near. A diversão está prestes a começar.

Suas gargalhadas encheram o aposento.

(...)

Debruçado sobre o chão sedoso, entrelacei meus dedos na grama mais macia que veludo. Respirei seu perfume paradisíaco e me virei, olhando para o céu fantástico e vivo.

Coloquei as mãos debaixo da cabeça. Havia sentido falta daquele lugar... Mas eu não podia demorar. Prometi à mim mesmo que apenas percorreria o caminho para o portal, sem nem ao menos ver Watari que, por Deus, devia estar muito preocupado. Lumiére daria um jeito nisso por mim. Eu poderia visitá-lo, mas teria que evitar ser visto por um Arcanjo que patrulhasse a área. Não sabia qual era a proporção do meu problema por burlar Leis do Universo, e não estava com muita vontade de descobrir.

O que eles fariam comigo? Me jogariam no Inferno? Não... Eles não exagerariam tanto assim. Talvez retirassem minha extrema inteligência. Ou então me proibiriam de comer tanta glicose.

Ops. De repente o Inferno não me pareceu tão ruim...

Sentei-me. Eu não tinha tempo para pensar bobagens e me distrair com a paisagem. Possuía uma missão: Encontrar um Shinigami e pegar seu Death Note. Para isso, eu precisava refazer o percurso que havia feito um tempo atrás, ou seja, o Anjo detetive aqui iria visitar os condenados mais uma vez.

(...)

Foi ainda pior.

Como era a segunda vez, pressupus que meu corpo astral não sofreria tanto como antes, já que ele estaria acostumado à queda de energia e sensação de fogo o percorrendo. Mas não. Ao atingir o solo, não fiquei alguns segundos deitado com olhos fechados. Fiquei minutos!

Depois da imensa tortura, consegui sair do lugar. Olhando ao redor, percebi minha visão um pouco embaçada. Cambaleante, segui em frente. Mas não muito, pois após alguns passos, acabei indo pro chão novamente.

Ergui as mãos tentando encontrar qualquer apoio para agarrar e subir. Foi então que senti alguém pegando meus pulsos. E eu tinha certeza... eram mãos humanas. Agradeci mentalmente, já que duvidava que pudesse me erguer sozinho.

Já em pé e tentando respirar, levantei a cabeça. E a pessoa que eu vi, me tirou a razão.

Light Yagami.

Era ele. Mas... como? Cabelos sedosos e castanhos, olhos amendoados e um leve sorriso gentil. Não o shinigami, mas... o humano, aquele que por vezes achei ser meu amigo.

Por instinto, o empurrei, e ele tombou pra trás. Erguendo-se, disse:

—É assim que você trata um velho amigo? – como ele estava bem humorado após aquilo?

Vendo meu rosto incrédulo, ele sorriu.

—Está agindo como uma criança, Ryuuzaki.

Minha resposta foi direta.

—Você não é o Light.

Seu sorriso se ampliou.

—Primeiro, rouba minha aparência e agora a de Yagami? Quem você pensa que é? Está tão entediado assim?

Ele gargalhou. Aquilo estava me dando vontade de grudar em seu pescoço.

—Eu gosto de você, L. Era muito divertido assistir as briguinhas entre você e Light.

Briguinhas? Ele chamou minhas investigações contra Kira e suas matanças de briguinhas?

Respirei fundo.

—Então você esteve na Terra?

—Eu era o dono original do Death Note de Light. Me chame de Ryuuku.

Ryuuku? Então era ele esse tempo todo?

— Eu sei que você já enganou o Rei dos Shinigamis para ter um segundo Caderno. Será que pode me ajudar a conseguir um?

Depois de um segundo de incredulidade, ele começou a rir.

—Você? Com um Death Note? – as risadas aumentaram – Um Anjo portador?

Como Yagami conseguira conviver com ele?

—Eu não vou ser um portador. Não vou matar ninguém, como fez seu amiguinho. Aliás, continua fazendo. É só um empréstimo. Finalmente, as risadas diminuíram.

—Entendo. Devo avisar, detetive, que se você se tornar um portador, terá o mesmo destino de Light. Quando decidir parar suas investigações, não terá mais Paraíso. Só haverá Vazio.

Eu já desconfiava. Era esse meu maior medo.

“Não haveria retorno para mim, então?”

Como se estivessem tentando me responder, minhas mãos foram se tornando translúcidas, e o medo se apoderou totalmente de meu ser, pela primeira vez na vida.

– Vai me ajudar ou não, Ryuuku?

Por um instante, o shinigami pareceu pensativo. Como num passe de mágica, retornou à sua verdadeira forma, e um Death Note apareceu em sua mão direita.

— Anjos são tão... Divertidos. – sua risada foi prazerosa, como se ele se lembrasse de uma piada interna. Estendeu-me o caderno. Eu o peguei sem hesitar.

—E você está fazendo isso só porque está entediado?

—Exatamente. Não tenho nada contra você e nada contra Light. Eu só estou... te colocando de volta no jogo. Sou apenas um expectador.

—Só o Rei dos Shinigamis teria poder suficiente para transformar Light num Shinigami. Mas eu ainda não entendo o que ele ganharia com isso. – comentei, esperando algum esclarecimento.
— Ah, isso é bem simples! Ele terá almas. Já estava satisfeito, Kira o auxiliava nesse quesito. Então Light morreu, parando as mortes. O resto você já sabe.

Sim, eu já sabia. Por culpa do tal Rei dos Shinigamis, o jogo – como Ryuuku havia chamado – havia recomeçado. Tive vontade de falar com a alteza pessoalmente, mas eu precisava sair daquele mundo o mais rápido possível.

—Eu preciso ir. – Caminhei em direção ao portal que me levaria à Terra- E não se preocupe. O seu tédio vai desaparecer mais rápido do que imagina.

– Estou apostando todas as minhas cartas nisso, detetive L. – foi sua resposta.

Ao cruzar o portal, me vi pensando em tudo o que havia ocorrido, principalmente no fato de eu precisar dar adeus ao mundo que pertencia.

Decidi que não importava. Humano, anjo ou somente um mísero encosto no vazio, eu ainda era o maior detetive do mundo. Não importava o sacrifício, eu anularia com o outro caderno todos os nomes que Light e Kaori escrevessem, exatamente ao mesmo tempo, de acordo com as anotações no notebook. Eu copiaria os arquivos, e me manteria informado.

Você quer jogar, Kira? Então vamos jogar.

Esse detetive não se submeteria à nada que o fizesse parar.

Nem mesmo a não-existência.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A diferença entre países pobres e ricos

Como todos vocês sabem, eu sou uma grande admiradora da cultura japonesa. Vivo lendo sobre o assunto e procuro aprender com essa sociedade o máximo de coisas positivas possíveis. Isso não quer dizer que eu não acredite no nosso país e sim que admito que ainda temos muito o que aprender. Enquanto visitava o site Japão em Foco, me deparei com a postagem Japão – A atitude faz toda a diferença. Achei o texto tão interessante que tive que compartilhar com vocês.


A diferença entre países pobres e ricos
(Texto original de Gabriel A. Johnson, de St. Louis, Missouri, EUA)
A diferença entre os países pobres e os ricos não tem nada a ver com a idade do país: Podemos notar isso, observando países como a Índia e o Egito, que possuem mais de 2 mil anos de idade, mas são pobres.
Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos atrás eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos. A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.
Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a terceira economia mundial (mas já foi segunda). O Japão é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.
Outro exemplo é a Suíça, que não planta cacau mas tem o melhor chocolate do mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses por ano. Não suficiente, eles produzem produtos de laticínios da melhor qualidade! É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o transformou na caixa forte do mundo.
Executivos de países ricos que se relacionam com os executivos de países pobres mostram que não há diferença intelectual entre eles. A raça ou a cor da pele também não são importantes: imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países ricos europeus.
Então qual é a diferença entre esses países? A diferença está na atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação, pela cultura, pelo nível de consciência do seu povo e pelo espírito empreendedor e de coletivismo. Aprendem desde que nascem os princípios básicos para uma sociedade perfeita.
Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os 10 princípios básicos em suas vidas:
1.  A ética, como princípio básico.

2. A Integridade.
3. A Responsabilidade.
4. O respeito às leis e regulamentos sociais.
5. O Respeito aos direitos dos demais cidadãos.
6. O amor ao Trabalho.
7. O esforço para poupar e investir.
8. O desejo de superação
9. A Pontualidade.
10. A Disciplina


Nos países pobres, infelizmente, apenas uma minoria procura seguir esses princípios básicos no seu dia a dia. E esquecem do mais fundamental: Atitude.
Atitude para agir, ao invés de lamentar, atitude de aprender os princípios básicos, ao invés de se conformar, atitude de ensinar esses princípios para as novas gerações, ao invés de ficar indiferente e cruzar os braços, deixando tudo como está.
Mas se você, ao contrário da maioria, luta para seguir esses princípios e tenta mudar a todo custo essa sociedade corrupta e inescrupulosa que domina o nosso país, lembre-se que apesar da maioria dos brasileiros culpar os governantes pelo caos social e econômico, na verdade o verdadeiro culpado é o próprio povo, que com o seu “jeitinho brasileiro”, adora ludibriar e passar a perna nos outros.
Se por um lado falta atitudes positivas no povo brasileiro, por outro lado sobra arrogância, ignorância e ganância. Temos que mudar nosso pensamento e deixarmos de ser coniventes com as coisas erradas que vemos por aí. Como diz Luter king: “O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. O que mais me preocupa é o silêncio dos bons”.
Os pensamentos geram atitudes. Atitudes geram hábitos. Hábitos geram um estilo de vida. Estilo de vida é reflexo do caráter. O caráter de um povo é o reflexo daquilo que ele pensa e age. Os governantes pensam e agem como o seu povo.
E como dizem… cada povo tem o governo que merece! Nós somos o que pensamos e não o que pensamos que somos! Mudando nossa forma de pensar e de agir poderemos mudar uma sociedade inteira. Pense nisto!


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Why Why Love



Encontrei esse dorama enquanto procurava vídeos no Youtube para assistir. Quando comecei a ver o primeiro capítulo, lembrei-me de que já tinha começado a ver ele em algum momento que não me recordo. Então, decidi assistir.

Sinopse

Tong Jia Di (Rainie Yang) é uma garota pobre e muito trabalhadora, que tem como objetivo pagar as dívidas da sua família. Para manter foco em seu objetivo, ela tem como lema na vida não se dar ao direito de sonhar ou de ter esperanças. Entretanto, isso muda ao conhecer os irmãos Huo Da (Mike He) e Huo Yan (Kingone). Em um de seus trabalhos, no qual os clientes pagam por cupons nos quais a amiga de Jia Di, Jiang Xiao Nan (Chen Yan Xi), escreveu tarefas que devem ser realizadas. Huo Da pega um cupom de escrava e mestre, no qual Jia Di tem que servi-lo por uma semana. Já Huo Yan pega um cupom do amor. Trocar esses cupons será a grande aventura de Jia Di, que se verá dividida entre o cara certinho e gentil, e o motoqueiro bad boy.



OpiniãoAtenção: contém spoiler!

Esse dorama é chinês, então, não sei ao certo se o termo correto é dorama ou se tem um nome específico. Se souberem, deixem nos comentários. Foi o primeiro dorama chinês que assisti, e logo no primeiro capítulo tive certeza de que queria assisti-lo inteiro. A Jia Di é muito inocente, pura e fofa, o que logo me cativou. É normal que logo nos primeiros episódios você já passe a torcer para que ela fique ou com Huo Da ou com Huo Yan. Entretanto, achei bastante equilibrado o relacionamento dos três, de forma que independente de quem a Jia Di escolhesse, o resultado parecesse satisfatório. Não havia um vilão ou um cara mal para ser odiado, então poderia ser qualquer um dos dois.

A Jia Di acabou se apaixonando pelo Huo Da. Eu queria muito que ela ficasse com o Huo Yan, mas como eu disse, a história foi construída de forma que estar com qualquer um dos dois seria natural e aceitável. Foi tudo muito bonito até o Huo Da descobrir que estava doente e começar a ser um escroto, por volta do décimo terceiro episódio. A coisa ficou tão forçada e maçante que eu parei de assistir. Depois parei e pensei: “Já assisti 13 episódios. Faltam apenas dois para terminar o dorama. Então, vou terminar de ver”. Duas semanas depois de ter desistido, assisti os dois últimos episódios.

Posso afirmar que o final foi legalzinho, mas achei o comportamento do Huo Da realmente decepcionante. Ele descobre que tem uma doença autoimune e o que ele faz?

1- Conta para Jia Di, sua atual namorada e passam por isso juntos como adultos.

2- Conta para a garota que amava antes da Jia Di, humilha sua namorada para que ela não sofra quando morrer.

Alternativa 2, gente. Achei simplesmente ridículo; primeiro: o quanto ele humilhou a Jia Di com essa desculpa nada plausível de que queria que ela não sofresse quando ele morresse, como se depois da morte dele tudo isso não fosse vir à tona e ela fosse ficar mais magoada ainda por ele não ter confiado nela e segundo: porque apesar de ser humilhada publicamente, abandonada em um lugar aleatório e de ele beijar seu ex-amor dizendo que não quer ficar com a Jia Di, ainda assim ela achar que ele deve estar fazendo isso por um motivo e aguardar pacientemente que as coisas deem certo.

Ok, eu sei, é uma cultura diferente. O que eu sei sobre a China? Mas dentro da minha realidade e cultura, meu desejo era entrar na tela do celular e socar o Huo Da para ele deixar de ser idiota, e fazer o mesmo com a Jia Di, para ela também deixar de ser idiota e depois dar um soco em mim mesma pelo mesmo motivo. Brincadeira, gente, sou contra violência, mas fiquei P* da vida com o desenrolar dessa parte da história.

Enfim, se você gosta de dramas forçados, sofrimento desnecessário e gratuito, assista. Ou, se estiver com raiva daquele amigo chato que curte dorama, indique para ele, para que ele fique com tanta raiva quanto você.



Vocês assistiram esse dorama? O que acharam? Conte-me para eu saber se fui a única a me decepcionar com a história.


See you!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Capítulo 11 - Mira



((Light))

Passos furtivos mostraram-me que, diferente do que tanto desejava, eu não estava sozinho.

– Light - Kaori suplicou, quase inaudível. - Você está bem?

Não respondi de imediato, estava muito confuso. Todas as certezas que tinha até ali escorregaram de meus dedos, como se fossem areia.

Era completamente insano o caderno ter falhado. Enquanto caminhava, minha mente foi procurando qualquer indício, qualquer sugestão de erros que poderiam ter ocorrido por minha culpa... mas não. Alguma coisa havia de fato acontecido, e não havia qualquer envolvimento meu.

– Shhhiu - disse à garota. - alguém pode reparar que você está falando sozinha.

– Mas eu não...

– Volte para dentro, Yaoshii - interrompi, e ao reparar meu semblante, ela não contrapôs. - Há coisas que preciso fazer, e você não pode estar comigo.

Ela perguntou, observando se havia alguém próximo a nós:

– E quanto aos nomes?

– Esqueça-os. Pelo menos por enquanto. - Era o melhor que podia fazer no momento, não que isso me agradasse. - Vá.

Ela me deu as costas e voltou para dentro.

"Onde você está, intruso?"

(...)

Agora que não haveria mais nenhuma interrupção que pudesse atrapalhar meu raciocínio, decidi repassar minhas alternativas.

Eu poderia procurar Near, mesmo não tendo certeza absoluta de que ele era meu intruso. Na verdade, eu colocaria minha mão no fogo - não que isso obtivesse algum efeito negativo sobre mim - se estivesse errado, mas o maior problema nisso tudo era adivinhar como Near ou qualquer outro idiota que se prontificasse a me desafiar tinha me descoberto.

Porém o maior problema até aqui não era esse, e sim o caderno. Ele nunca havia me deixado na mão, e duvidava de que em todas as suas passagens sangrentas pelo mundo humano isso de fato tenha ocorrido alguma vez. Ryuuku com certeza teria me informado.

Ou não?

Diante de todas essas especulações, decidi supor que meu intruso teria alguma ligação com a falha do caderno.

Se de fato eu não estivesse enganado nesse aspecto, porque ele teria esperado 4 dias para agir? Para me despistar?

Talvez…

A primeira coisa que deveria fazer era resolver o problema do intruso. Não adiantaria muito eu me esforçar em descobrir o que havia com o Death Note, já que não poderia resolver isto por enquanto.

Agora, mais do que nunca, N deveria morrer. Mesmo se ele não soubesse de meu retorno - pelo menos antes das mortes recomeçarem - era de minha vontade que o garoto morresse desde o primeiro momento, não era?

Foquei minha mente em nosso último encontro. Pelo que havia percebido, Near se sentia perfeitamente orgulhoso com o fato de ter assumido o posto de maior detetive do mundo - não que verdadeiramente o merecesse.

Só que eu não era idiota o bastante para colocar sua inteligência em discussão: ele não era L, mas se havia conseguido trocar meu antigo caderno por um falso...

BAM.

Como eu havia sido tão estúpido?

ERA ÓBVIO!

Aí estava minha prova de que Near era o intruso: ele havia feito como da última vez. Havia trocado os cadernos.

Mas como? O caderno esteve sempre em total segurança. Não havia meios humanos de adquiri-lo!

Como ele havia conseguido realizar tal proeza, afinal de contas?

Não importava no momento.

O ódio que já possuía pelo projeto de detetive foi intensificado a um nível tão alto que eu não acharia possível.

Precisava descobrir seu verdadeiro nome. Depois disso, tudo o que precisava era uma foto, para Kaori poder mentalizar seu rosto e matá-lo. E se o Death Note falhasse, eu o mataria, usando qualquer outro método. Não haveria nada no mundo que faria o cabelos cor-de-neve continuar vivendo.

A questão era: onde encontraria uma foto de Near?

Ele não seria tolo o suficiente de deixar qualquer vestígio de sua verdadeira identidade por aí. Tudo o que precisava descobrir era onde ele estaria agora, e quanto à sua foto... Talvez a Wammy’s House me fornecesse.

Havia decidido o que fazer.

Instruiria Kaori a ir ao orfanato de gênios sem deixar vestígios de sua visita. Se conseguíssemos realizar essas duas etapas... Seria o fim da vida de N.

(...)

"Se eu fosse o geniozinho, onde estaria agora?"

Apostava que ele se encontrava por aqui, principalmente depois que as investigações recomeçaram.

Então, se ele era visto como o sucessor de L, ele estaria...

Mas é claro! Na Central de Investigações!

Rapidamente, manifestei minhas asas e parti rumo ao leste, onde o suntuoso prédio que o falecido detetive havia construído se localizava.

Bastaria somente uma simples olhada... Só uma... E eu saberia o verdadeiro nome de N.

(...)

Ao ver-me em frente à imensa construção e, logo depois, à porta que dava entrada ao lugar onde o quartel general costumava se reunir, tive que me controlar para não rir.

Esses detetives eram tão fáceis de prever! Ali estava eu, em frente ao lugar onde havia ajudado a me investigar, ouvindo Near brincar com seus brinquedinhos de madeira, a meros 5 metros de mim.

Que mania louca era aquela? Talvez ele fosse mais parecido com L do que eu havia suposto.

Minha respiração acelerou, tamanha era a ansiedade de acabar logo com aquilo.


"Vamos, Light... Abra logo essa porta..."

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Como conseguir bolsa em faculdade particular



Hoje eu estava pensando sobre as coisas que eu procurava muito na internet e não encontrava, e dentre essas coisas a faculdade era o mais gritante. Sempre pensei que fosse algo muito distante da minha realidade, então queria ler e entender todo o processo envolvido para poder me tornar uma universitária.

Para começar, se você teve dinheiro para pagar uma escola particular, provavelmente também terá para pagar a faculdade, já que para muitos cursos a diferença de valor não é tão grande. Apesar disso, existem faculdades que oferecem bolsa independente das condições financeiras do aluno, através de provas – desde que você consiga uma ótima pontuação. Porém, vamos nos concentrar nas bolsas de estudos oferecidas para pessoas que realmente não podem pagar para estudar – tipo eu.

A primeira dica que eu dou é o que você está careca de ouvir: estude. Para você conseguir uma bolsa de estudos, você terá que fazer provas, seja do Enem ou da própria faculdade. Então, quanto mais preparado você estiver, mais chances tem de conseguir.

A segunda dica é que sempre entre nos sites das faculdades de seu interesse. Em alguns momentos sobram vagas para bolsistas, e essa é a hora em que você tem que agarrar essa oportunidade. Aliás, foi assim que eu entrei na faculdade que estudo atualmente.

A última dica é que você seja extremamente organizado com documentos e prazos. Se você consegue ser aprovado para uma bolsa social, você tem data certa para levar os documentos certos. Então, faça listinha, leve os originais e xérox, se cismar que tal documento pode ser pedido, leve também… esteja muito preparado.

Essa é só um extra, mas você pode ligar para a faculdade, fazer perguntas, mandar e-mail para o coordenador do curso (geralmente tem esse contato nos sites de faculdades), etc.

Espero que essas poucas dicas te ajudem ao menos um pouco.

See you!



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O que está acontecendo com os revisores?



As pessoas que leem/baixam e-books estão acostumadas com revisões mal feitas. As pessoas que fazem esse trabalho, principalmente quando é algo feito de fã para fã, geralmente não são especializadas nisso e fazem o melhor que podem. Logo, algum desvio da norma padrão da língua portuguesa pode passar batido, assim como erros de digitação ou na tradução.

Entretanto, esse problema tem migrado para o livro escrito e para trabalhos de revisão feitos por profissionais, o que me faz pensar sobre o que pode estar acontecendo.

Para quem não sabe, faço parte do Clube do Livro de Ribeirão Preto, e praticamente uma vez ao mês nos reunimos e discutimos sobre uma obra pré-escolhida. No meu primeiro dia, a obra discutida foi “O lado feio do amor” (Ugly Love), de Colleen Hover. Eu baixei o e-book e encontrei erros grotescos, mas dei um desconto por não ser algo oficial. Entretanto, no dia do Clube, descobri que mesmo as pessoas que tinham comprado a obra impressa se depararam com os mesmos erros. Em determinado momento da história, Tate estava narrando, e do nada o texto se referia a ela como ele (inversão de gêneros). Algumas palavras estavam grafadas erradas, além de problemas na conjugação, tempo verbal, concordância de gênero, entre outros.

Já tinha até me esquecido disso, quando ganhei a edição especial de Crepúsculo no amigo secreto. Eu fui muito fã da saga e não poderia deixar de ler Vida e Morte. E, para minha surpresa, me deparei com os mesmos erros primários que encontrei na obra Ugly Love. Fiquei muito surpresa ao notar que uma editora do porte da Intrínseca deixasse passar tais erros. Pretendo fazer uma pequena edição e enviar para a editora, para que possam melhorar o produto deles ainda mais, afinal, eu consumo tais produtos.

Por fim, gostaria de fazer um apelo ao mercado editorial. Talvez o trabalho dos revisores esteja sendo subestimado, mas esse profissional é de suma importância para um bom resultado do trabalho da equipe. Ok, temos que respeitar as variações da língua portuguesa, a forma coloquial é uma dessas variações. Porém, obras escritas literárias devem seguir a norma padrão da língua portuguesa.

Só espero que as próximas obras que eu ler tenham sido melhores revisadas. 
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 renata massa