sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Semana 4 – Minhas citações favoritas são...

♥ “Eu acho que ter um sonho significa ter coragem de enfrentar a realidade” Gin no Saji

♥ “Don't try to live so wise / Don't cry 'cause you're so right / Don't dry with fakes or fears / Cause you will hate yourself in the end” “Não tente viver tão sabiamente / Não chore porque você está certo / Não se apegue a medos e crenças / Porque no fim você vai se odiar” Wind – Akeboshi

♥ “O objetivo fundamental dos sonhos não é o sucesso e sim nos livrar do fantasma do conformismo” O vendedor de sonhos – Augusto Cury

♥ “Ter um sonho e andar até ele nunca pode ser uma escolha errada” Bakuman

*-*

Reparem bem que quase tudo fala de sonhos ou determinação. Haha. Muito eu.

As pessoas deveriam acreditar mais nos sonhos e lutar mais por eles, e principalmente reconhecer suas pequenas vitórias.


Realmente gosto do número cinco e gostaria de colocar 5 citações, mas não consigo pensar em uma quinta… Mas se fosse para citar algo (e não uma frase ou trecho), eu citaria Naruto. Não é o melhor anime ou mangá, embora já tenha sido. Entretanto, aprendi a lutar e ter persistência. Aprendi que não preciso ser um gênio ou um poço de talento para conseguir as coisas. E que ser idiota nem é tão ruim assim. Então, deixo como quinta citação Naruto. 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cantar ou não cantar, eis a questão


Estou sentindo que esse post vai ficar com cara de autoajuda, maaaas…

Sempre vou nas convenções que têm por aqui na minha região e fico olhando as pessoas participarem do concurso de animekê. Mas eu fico só na plateia, olhando e passando vontade. Nem todo mundo que participa do concurso canta perfeitamente, tem até uns bastante desafinados. E mesmo assim eu admiro a coragem deles de subir no palco e cantar.

Já até participei do animekê livre, mas nada de concurso ou pessoas julgando o quanto sou boa (ou não) fazendo isso.

Este ano, porém, eu decidi participar. #medo O.O

Em março terá uma convenção. Não tem data certa, mas já estou ensaiando e torcendo para dar tudo certo. Fiquei pensando no quanto pode ser estúpido ficar se importando com o que os outros pensam ou não. Sobre o que eles acham da minha voz, ou da minha postura no palco ou de qualquer outra coisa. A verdade é que às vezes a gente tem que arriscar.

Outra coisa que eu leio muito por aí e as pessoas falam bastante também: Você fazendo algo ou não, as pessoas vão falar de você. Vão apontar dedos e julgamentos. Você se prender a isso não vai mudar nada, não vai fazer gostarem mais ou menos de você. Diga não quando quiser dizer não e quando quiser fazer algo, faça. Mesmo que todos digam que você não vai conseguir, vá e mostre que estão errados.

Sei que sou uma cantora mais ou menos, mas em março essa cantora mais ou menos vai subir no palco do concurso de animekê e vai cantar Secret Base, encerramento de Ano Hana.


E provar para si mesma que consegue sim. :D



segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Por que devo manter minha lista de animes atualizada?

Não precisa de tanta energia assim ><

Uma prática bastante comum no universo otaku é ter a lista de “animes que eu quero assistir”. É algo bastante pessoal e muito válido para não ficar perdido enquanto procura algo interessante para assistir. Essa lista pode ser mantida em qualquer lugar. No rascunho do celular, ou num papel qualquer. O válido mesmo é ter essa lista e mantê-la atualizada. Ter uma lista não só te ajuda a não esquecer animes que te interessaram como também a refinar seu gosto pessoal por animes.

Às vezes seu amigo fala bastante de anime X, você coloca ele na sua lista e quando assiste se decepciona por algum motivo específico (ex.: Muito ecchi desnecessário). Futuramente, quando se deparar com algum anime do mesmo gênero já vai ter uma ideia do que esperar e se realmente quer ver isso. O mesmo vale para o contrário. Seu amigo faz propaganda de um anime, você assiste e adora ele por um motivo específico. Já sabe, né?

Outra coisa legal em se ter uma lista é não esquecer de um anime que você quer muito ver. É comum encontrar sinopses na internet ou revistas como a Neo Tokyo um dia vou trabalhar lá e se você não anotar o mais rápido possível na sua lista, você pode simplesmente se esquecer do anime em questão.

E um último motivo seria ter uma lista exata de quantos animes você já assistiu. Eu gosto de anotar, para eu ter uma ideia de quantos eu assisti. Mas eu assisto por diversão e não por um número. Esse último motivo não é importante na minha opinião, mas como muitos otakus levam realmente a sério a quantidade de animes assistidos, resolvi adicionar esse item também.

*-*

Só para facilitar as coisas, daqui para frente usarei “anime” e “assistir” de forma genérica, tanto para animes quanto para mangás, quando for falar de algo mais abrangente, como foi o caso da postagem de hoje.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Semana 3 – Coisas para se fazer no calor



O tema da terceira semana veio a calhar, porque não sei aí onde você mora, mas aqui está um calor dos infernos. Acredito que quando pensaram nesse tema não achavam que estaria tão quente assim, mas enfim. Vou listar coisas que eu acho que todo mundo deveria fazer no calor.

♥ Beber muita água

Esse seria o mais óbvio. A verdade é que conheço muita gente que não bebe nem um litro de água por dia. Nem preciso dizer o quanto é prejudicial, especialmente nessa temperatura.

♥ Assistir anime dentro de uma piscina

Perigo! Não faça isso em casa


Hihihi. Meu sonho de consumo ainda não consumado. Atualmente, eu ainda me contento em ficar dentro do forno, também conhecido como casa, com um ventiladorzinho na cara. Mas seria ótimo entrar numa piscina dessas de 1000 litros e ficar assistindo anime ali dentro. Só teria que tomar cuidado para não molhar o computador. Ou morrer eletrocutada.

♥ Ficar peladona

Também não posso fazer isso por razões óbvias. O calor é tempo de resignação e aceitação. E principalmente de frustração.

♥ Ler

Ler sempre é uma boa pedida, independente do clima, dia, mês, época… ler é o melhor remédio.

♥ Ir ao Shopping

Nem precisa ir para gastar dinheiro. Só de estar ali, naquele ambiente sempre fresquinho, já dá um ânimo danado. Aí você já aproveita para ir no cinema, namorar livros, pelúcias e outras coisitas mais.


A verdade é que o calor não está sendo mais tão gostoso como foi um dia. Sinto falta de quando eu era criança e fazia um calorzinho bobo. Eu entrava na piscina, brincava de jogar água uns nos outros com meus irmãos, e coisas do gênero. E principalmente, eu sinto falta daquele frio que fazia a rua ficar cheia de neblina e sair fumacinha da boca. Agora existe o super calor, e o calorzinho, que algumas pessoas que não viveram naquela época confundem com frio.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Magic: the Gathering - O que é?



Olá! Reunirei nesta nova página informações sobre Magic, começando com agora. A primeira lição é “O que é Magic: the Gathering?”.

Mais conhecido como Magic, trata-se de um card games famoso no mundo todo, licenciado pela Wizard. Para se ter uma ideia, o card game Yu-gi-oh! foi baseado em Magic. Reza a lenda por aí que crianças jogam Yu-gi-oh! e adultos jogam Magic. >< Brincadeiras à parte, se você não conhece Magic, mas conhece Yu-gi-oh! já pode ter uma pequena ideia do que é Magic. Uma ideia bastante pequena.

Para mim, Magic é mais versátil do que Yu-gi e mais fácil de jogar.

Um deck de Magic é composto de no mínimo 60 cartas e no máximo o tanto de cartas que você conseguir embaralhar. O ideal é ter 60 cartas mesmo. Cada jogador começa com 20 pontos de vida e o objetivo é derrotar o adversário Ah vá! e existem 4 formas de derrotar o adversário.

1. Fazer os pontos do adversário chegarem a zero;

2. Descartar todo o Deck do adversário, de forma que ele precise comprar carta e não tenha carta para comprar;

3. Usar alguma carta cuja descrição diga que você ganhou/inimigo perdeu; e


Quando Phage, a intocável entra em campo de batalha, se você não tiver castado ela de sua mão, você perde o jogo.
Toda vez que Phage causar dano de combate a uma criatura, destrua essa criatura. Ela não pode ser regenerada.
Toda vez que Phage causar dano de combate em um jogador, aquele jogador perde o jogo. 
4. Colocar 10 marcadores de veneno no adversário.

A forma mais comum de terminar um jogo é levando a vida do adversário a zero, o que não te impede de usar as outras três formas de vencer. Decks de descartes são mais comuns do que decks de veneno. Beeem mais comuns.

Mais umas informaçõezinhas básicas e interessantes:

Grimório ou deck, é o local onde ficam as cartas que você irá "comprar" durante o jogo.
Campo ou battlefield, onde as permanentes ficam.
Cemitério, é para onde as permanentes destruídas e as não-permanentes vão.
Mão ou hand, são as cartas que você atualmente pode jogar pagando seus respectivos custos de Mana, sua "Mão" deve sempre estar oculta para seu adversário, você pode ter no máximo 7 cartas em mãos, porém algumas cartas permitem se ter mais de 7 cartas na mão, ao final do seu turno, você deve descartar (enviar para o cemitério) o excedente de cartas, as cartas que irão para o cemitério dessa maneira ficam a escolha do jogador.
Pilha ou stack, é uma zona não física, onde as mágicas usadas são "empilhadas" e resolvidas, na ordem de que a última a ser jogada é a primeira a ser resolvida.
Exílio, como um cemitério, a diferença é que as cartas que são exiladas não poderão ser devolvidas para o jogo, diferentemente das cartas no cemitério que apesar de não estarem sendo usadas ainda estão em jogo. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Magic:_The_Gathering


Essas são apenas algumas coisinhas básicas que você tem que saber para começar. Até a próxima!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

le café



Tenho o hábito de visitar blogs, sites, lojas virtuais… Adoro olhar coisas, e um que eu visito sempre é o le café.

“A loja virtual le café está desde o ano 2006 na ativa fornecendo produtos e serviços direcionados à quem gosta de moda japonesa e coreana. Passando do visual-kei por fairy-kei e decora, de lolita à gyaru até cosplay, hoje a loja tem enfoque em acessórios para uma gama maior de estilos alternativos, sem se limitar em categorias. Os preços sempre foram mantidos os mais baixos possíveis, pois o objetivo é deixar que itens que não são vendidos em lojas comuns brasileiras mais acessíveis para todos.” (Trecho tirado do próprio site le café)

Recentemente, eles deram uma atualizada em seus itens. Muitos estavam fora de estoque, e havia pouca coisa à venda (só para você ter uma ideia do quanto as coisas vendem bem por lá). O interessante é que tem itens para vários públicos, de Lolita a admiradores da moda japonesa e coreana.

Meia-calça boneca articulada. Encaixa em vários estilos e é muito legal.


Ainda não adquiri nenhum item de lá porque o que eu estou esperando está em falta no estoque. 

Bolsa que estou esperando entrar em estoque


Mas assim que eu fizer a compra, colocarei um review aqui para vocês.

Enquanto isso vocês podem encontrar review de compras feitas no Le Café através de outros blogs feitos nesta página.

Essa é a minha dica de hoje.


Bezo bezo!

domingo, 18 de janeiro de 2015

Capítulo 8 – Como tudo mudou?



Nós caminhávamos sem rumo certo pelas ruas de Konoha. Eu, um pouco a frente, com as mãos atrás da cabeça e olhando para o céu. Estava muito bonito e estrelado. E a Hinata um pouco atrás, com os dois dedos indicadores encostados movendo-se para cima e para baixo.

“O céu está bem bonito hoje, você não acha?

Depois de alguns instantes sua voz tímida respondeu.

“Acho.

Nem tinha percebido, que inconscientemente, estávamos indo em direção da floresta da morte; o local da segunda etapa da prova chunnin.

“Ei, ei, Hinata. Você se lembra daqui?” Eu disse empolgado.

Ela sorriu. É meio difícil ver esse tipo de expressão em seu rosto.

“Lembro. Nós fizemos... a prova chunnin aqui.

“Vamos entrar?” Propus.

“Isso parece perigoso.

“Ah, eu sou bem forte. Eu posso proteger você de qualquer perigo.

Lembrei-me então, daquele dia em que o Pain atacou Konoha. Ela me protegeu. Mesmo não tendo forças ela enfrentou uma luta que sabia que não venceria por mim. Tantas coisas se passaram na minha mente naquele momento... Medo que ela morresse, impotência por não ser capaz de proteger a vila, ódio pelas ações da Akatsuki. E no meio de todos esses sentimentos negativos um mais fraco, porém mais agradável, era a sensação de ser amado. Sei lá. Ela me reconhecia do jeito que eu sempre quis ser reconhecido.

“Eu confio em você.” Me disse.

“Então vamos pular lá dentro. Você está pronta?

“Sim.

Subi com facilidade, acompanhado por ela. Rapidamente pulamos a grade e caminhamos floresta adentro.

A cada novo passo lembrávamos tudo daquele dia há uns três anos. Ela foi se soltando mais e em pouco tempo nós dois estávamos rindo. Ela falava com mais facilidade. Nem parecia a mesma pessoa.

“Agora que você ficou distraída, você está mais solta.

Arrependi-me de ter falado isso, pois no mesmo instante, ela ficou tímida novamente. Hinata repetia aqueles mesmo movimentos com os dedos indicadores.

Segurei sua mão, para que parasse.

“Por que você faz isso?

“Não...sei. Eu...

Ela deu dois passos para trás e suas costas encontraram uma grande árvore. Espalmei a mão esquerda no tronco da árvore e me aproximei dela.

“O que foi?” Perguntei.

Ela lançou um olhar sugestivo para minha mão direita, que ainda segurava a mão dela. Soltei sua mão e segurei seu ombro.

“Hinata.

Ela olhou para mim. Seu rosto estava corado. Seus olhos me encaravam com muita intensidade. Meu coração bateu mais forte. O que está acontecendo comigo? De repente, não tinha mais nada na cabeça, nenhum assunto, nenhuma frase para dizer. Meu olhar não conseguia largar o dela. Então, como se fosse a coisa mais natural do mundo, aproximei meu rosto do dela. Sem qualquer motivo ou razão, colei meus lábios nos seus. Ela moveu seus lábios, retribuindo o beijo. Com a respiração rápida, coloquei a mão em sua cintura, trazendo seu corpo para perto do meu. Nunca pensei em como seria o meu primeiro beijo de verdade. Era bom. Fazia eu sentir um monte de coisas que eu nunca senti antes. Um frio na barriga, semelhante a uma dor, ou algo assim, mas a sensação era muito agradável, boa. Será que eu deveria parar? Não sei. Continuei. Ela não oferecia nenhuma resistência, e eu não queria parar nunca. Agora eu sei porque o Ero-sennin gostava tanto de garotas.

Foi ela quem interrompeu o beijo.

“Na-Na-Naruto-kun... eu... desculpe-me.

Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ela saiu correndo e sumiu da minha vista.


Fiquei sem chão. Coloquei a mão sobre o peito, sentindo meu coração ainda acelerado. O que é isso que está acontecendo comigo?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Semana 2 – Eu nunca…


♥ Fui uma boa mentirosa

Por quê? Não faço a mínima ideia. Sou como o Ruffy tentando mentir, ninguém acredita, de tão forçado que soa. Então eu nem tento. Quando alguém me conta algo e fala para eu não contar, se perguntarem sobre eu digo que não posso falar sobre isso. Haha

♥ Levei um blog tão à sério quanto levo esse

Não é que eu não gostasse dos outros blogs, mas eu não tinha tempo e agora eu tenho. Tanto para ler mangás/assistir animes, quanto para escrever sobre isso no blog.

♥ Gostei de chá verde

Gosto muito da cultura oriental, gosto de algumas coisas da culinária deles, mas o chá verde não me desce.

♥ Fui boa em jogos

Adoro jogar, mas sou horrível em todos os jogos que joguei até hoje. Talvez eu seja boa em Just Dance. Talvez.

♥ Zerei Mario World


E sou zoada por todos os meus amigos até hoje. Todas as discussões são resolvidas com “Você nunca zerou Mario World” T.T

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Aprenda japonês agora!


Olá!

Se tem algo que a maioria dos otakus tem em comum é a vontade de falar japonês. Mesmo que seja aquela vontadezinha do tipo “Ah, eu realmente gostaria de falar japonês, mas, sei lá…”. É, eu sei, parece difícil e assustador. Mas não é um bicho de sete cabeças!

Quando eu era muito, muito mais nova velha, eu imprimi umas aulas em um site. Todo dia eu imprimia uma aula. Mas estudei só a primeira aula culpada da acusaçãoSó que esse ano eu decidi: Quero aprender japonês. Então comecei procurar aquele mesmo site no qual tinha imprimido as aulas, porque ele pareceu bom na época.

Encontrei ele e constatei que continua muito bom. O nome é Otaku Project.




Se eu disser que está sendo fácil, estarei mentindo. Principalmente porque as primeiras aulas, que são muitas, são o Hiragana e o Katakana. E esses dois têm 46 caracteres cada, que representam as sílabas japonesas.

Tenho duas notícias para te dar, uma boa e uma ruim.

A boa é que quando você terminar esses dois kanas, saberá o alfabeto japonês completo \ô/

A ruim é que você continua sendo praticamente um analfabeto em japonês, já que a maioria das palavras são escritas com kanjis. _|¯|O

Maldades à parte, esse site disponibiliza aulas bem detalhadas de Hiragana e Katakana, e ainda indica livros para aprender kanjis, expressões… Uma verdadeira mão na roda.


Fica a dica de hoje! Ganbatte Kudasai!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ele me ama!


Meus pés tocavam o chão de tatame da mansão Kuchiki, sem emitir nenhum som. É tarde. Umas duas horas da madrugada. Ou cedo, dependendo do ponto de vista. O silêncio era irritante. Fazia a mente funcionar. E eu não queria pensar. Isso era algo que eu estava evitando há algum tempo.

Evitar pensar em um assunto era como tentar agarrar água com as mãos. É como assistir um filme de terror e tentar não se lembrar dele quando se está sozinha em algum lugar escuro. Simplesmente impossível.

Lembrei-me do que aconteceu, nesse mesmo dia, há um ano atrás.

Naquela época eu estava decidida a acabar com o meu tormento.

Entrei no quarto do meu aniki.

Ele estava ajoelhado de frente para aquele altar, onde ficavam as fotos da Hisana.

Ajoelhei-me próxima a entrada e abaixei minha cabeça. Dessa vez não ia comunicar o sucesso de alguma missão, nem dizer que tinha subido de posto no meu esquadrão.

“Aniki, quero fazer um pedido a você.”

“Fale.”

“Eu, Rukia, quero ser expulsa do clã Kuchiki.”

Ele olhou-me de relance. Esse movimento foi tão rápido, que pensei tê-lo imaginado.

“Por quê?”

Se eu demorasse mais um segundo para responder, não teria coragem para falar o motivo. Então respondi logo.

“Porque eu estou apaixonada pelo meu irmão.”

Silêncio.

Meu lado mais covarde me dizia para fugir dali. Sentia-me humilhada pelos meus próprios sentimentos e por admiti-los em voz alta. 

Não, Rukia. Você tem que ficar e escutar a resposta, não importa qual seja ela. Repeti para mim mesma.

O que será que se passa na cabeça dele agora? Deve ser algo do tipo: O que eu faço? A irmãzinha da Hisana está apaixonada por mim. Prometi que cuidaria dela. Não poderei mais cumprir minha promessa.

Passaram-se 2 minutos e meio. Sim, eu contei. Quando se está desesperado, o tempo leva uma eternidade e só para saber o quão eterno é isso, eu conto. Não sairei daqui sem uma resposta.

Resolvi chama-lo pelo nome. Nunca tinha feito isso antes, talvez surtisse algum efeito.

“Bya...”

“Então…” Ele interrompeu-me “…eu também deveria ser expulso do clã.”

Ele também...? Meu rosto tinha congelado em uma expressão chocada. Meus olhos estavam arregalados, minha boca aberta. Queria perguntar muitas coisas. Eu entendi certo? Ele me ama? Desde quando ele me ama? Por que nunca me disse nada? O que vamos ser um para o outro agora? Meus lábios não se mexiam. Esqueci como se usam as cordas vocais.

Ele levantou-se e caminhou lentamente em minha direção. Meu coração estava acelerado. Não me movi. Ele passou direto por mim e saiu do quarto, sem olhar-me.

Depois disso, ele sempre me evitava. Nunca ficava sozinho comigo. Sempre tinha algo para fazer como capitão do 6º esquadrão. Não que ele me desse satisfações. Eu perguntava para o Renji, e ele sempre dizia que “o Taichou está fazendo isso” ou “o Taichou está fazendo aquilo.” Ocupado. Ocupado. Ocupado.

Sabia que ele estava me evitando. Deve ser por causa de todo o orgulho Kuchiki que ele carrega. Odeio isso. Regras? Que se danem elas. Eu só queria ser feliz. Se eu o amo e o sentimento é recíproco, deveríamos ficar juntos. Isso é o certo.

Mas não para ele.

Byakuya era realmente bom em nunca estar no mesmo local que eu. Por mais de 2 meses não o vi, a não ser de longe.

Resolvi dar um tempo. Fui para Karakura.

Até mesmo o Ichigo percebeu que eu não estava legal. Comentou que eu estava muito quieta. Pensei em falar com ele, mas ele não entende nada de relacionamentos. Se entendesse, já teria admitido para si mesmo que gostava da Inoue. Não insistiu para que eu contasse o que estava me incomodando. Sabia que não eu diria nada.

Andei sem rumo pelo mundo humano. Matei alguns Hollows. Visitei o Urahara – na verdade, visitei todos os meus amigos daqui de Karakura.

Fazia tudo tão automaticamente, que nem percebia o tempo passar. Foi a Yoruichi quem me convenceu a voltar. Encontrei-a um dia que fui visitar o Urahara. Acabei contando algumas coisas para ela, e ela acabou deduzindo o resto. Disse que eu deveria demorar um pouco para retornar para a Soul Society. Assim, meu aniki ficaria preocupado comigo. “Ele vai sentir sua falta.”, ela disse. Esse era o objetivo.

Voltei para Gotei 13. Tinham se passado 10 meses desde aquela revelação.

Ele não parecia nenhum pouco preocupado, quando cheguei de surpresa. Nem me perguntou onde eu estava. Era como se eu nunca tivesse saído dali. Essa constatação doeu em mim.

Então nada mudou.

Para fugir da frustração, fiquei treinando com a minha zanpakutou, no meu próprio esquadrão. Voltei bem tarde para casa. Não queria ver o meu aniki.

À noite, chorei como nunca tinha chorado em toda a minha vida.

Em certo momento, pensei ter visto um vulto do lado de fora da porta do meu quarto. Talvez...

Abri a porta.

Não tinha nada ali. Estava ficando paranoica. Quem iria ali naquela hora? Era tarde da noite, e eu chorava baixinho. Quem me ouviria se todos dormiam?

Voltei para a cama e continuei me desmanchando em lágrimas, até não aguentar mais.

Depois disso, tomei uma decisão. Se ele era forte o suficiente para ignorar os próprios sentimentos, então eu também seria.

Passei a agir como ele. Estava sempre no meu esquadrão. Sempre ocupada. Chegava tarde, saía cedo. Não o procurava. Meu coração estava esfacelado. E doía tanto, tanto. Com ele aguenta? Ah, não importa. Se ele consegue, eu também consigo.

E até hoje, essa é a minha rotina. É por isso que estou chegando em casa as duas da madrugada. Nem teria me lembrado dessas coisas do passado, se hoje não fosse o mesmo dia em que – um ano atrás – descobri que meu aniki me amava.

Deve te amar muito mesmo! Pensei irônica.

Por que eu tenho que passar pela porta de seu quarto, para chegar até o meu? Essa mansão é imensa. E quase todos os quartos estão vazios. Então porque o meu quarto tinha que ficar justamente no mesmo corredor que o dele?

Continuei o meu caminho, sem sequer olhar para a porta de seu quarto.

Pela minha visão periférica, vi um rápido movimento.

A porta do quarto dele se abriu, ele segurou meu braço, me puxou para dentro e fechou a porta novamente.

Isso tudo aconteceu tão rápido, que quando dei por mim, já estava encostada na parede de seu quarto, seu corpo comprimindo o meu.

Senti-me pequena, perto dele.

“Byakuya?”

Ele não respondeu. Não precisava. Eu sabia que era ele.

Seus lábios tomaram o meus com urgência. Retribui o beijo com a mesma necessidade primitiva.

O que está acontecendo? Será que agora ele cansou de fugir do que sente? Não faço à mínima. Mas não quero que ele pare.

Seu corpo estava curvado sobre o meu, porque ele é muito maior.

“Rukia...”

Procurei seu rosto com os olhos. Estava escuro, não consegui ver sua expressão.

“Me desculpe.”

Não! Ele não estava pedindo desculpas por causa do que acabou de acontecer entre nós! Ele finalmente resolve demonstrar de alguma forma que realmente gosta de mim, e acha que pode simplesmente pedir desculpas e assim passar uma borracha sobre o que aconteceu? Eu não queria acreditar.

Nesse momento, eu nem pensei em como deveria ser difícil para ele, passar por cima de seu orgulho para pedir desculpas para mim. Senti as lágrimas brotarem de meus olhos. Com ele podia fazer isso comigo?

“Não chore.” Suas mãos secaram as lágrimas que rolavam pela minha face.

“Como posso não chorar? Não aguento mais essa situação! Eu vou embora daqui. Vou sumir da sua vida.”

Ele ainda me mantinha firme contra o seu corpo.

“Eu preciso...” Sua voz era hesitante “...de você.”

Eu o ouvi direito? Ele precisa de mim?

“Agora escute.” Sua voz tinha um tom autoritário.

Obedeci.

“Achei que não seria certo. Tentei te evitar. Talvez você começasse a gostar de outra pessoa. Não fui tão forte. Vou ter que quebrar as regras novamente. Preciso ter você ao meu lado.”

“E a Hisana?” Perguntei.

“Eu a amei, enquanto estávamos casados, e até muitos anos depois. Não a vejo em você, se é o que pensa. Eu amo você. E tentei lutar contra isso. Durante muitos anos, quis me convencer de que eu via a Hisana em você. Mas não era isso. Eu amava você, Rukia. E aquele dia em que vi você chorando por causa de mim... Devia ter levado seus sentimentos em conta. Se eu tiver que sair do clã Kuchiki para ficar com você, então o farei.”

Eu estava muito feliz. Ele deve ter pensado em tudo isso durante muito tempo. Sua voz não demonstrou dúvida em nenhum instante.

“Você está falando muito.” Eu disse para ele.

“É mesmo?”

Ele calou-me com um beijo. Naquele momento eu tive certeza.

Ele me ama e nós vamos ficar juntos para sempre.



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