terça-feira, 11 de novembro de 2014

Naruto: Uma longa história



Como você, amigo otaku, provavelmente sabe, nesta quinta-feira, dia 6 de novembro, foi disponibilizado para nós o último capítulo de Naruto. i.i

Devemos concordar que a história já não estava tão boa, muitas pessoas abandonaram o anime há séculos e estavam lendo o mangá porque sim. Haha. É complicado abandonar depois de tanto tempo.

E apesar dos apesares, quando li que na próxima semana seria o último capítulo, com páginas coloridas; 40 páginas, meu coração gelou. Sabe, aquele frio na barriga de “vai acabar mesmo”? Um negócio assim.

Que tal começarmos pelo começo?

Naruto conta basicamente a história de um garoto que tem um demônio selado em seu próprio corpo e que sonha ser Hokage, o ninja mais importante da sua vila.

No Naruto clássico, que compreende os primeiros 27 volumes do mangá ou 220 capítulos do anime, é uma história que realmente envolve; apaixona.

A forma como tudo era mais difícil para o Naruto, sua total falta de talento, mas principalmente sua capacidade de passar por tudo isso sem desistir, foi o que conquistou seus fãs.

A proposta da história era ótima. Naruto não ficou várias vezes no top cinco de popularidade da Jump à toa.

Não apenas o personagem principal, como também os personagens secundários cativavam o público. Cada história de vida diferente te convidava a se identificar com aquilo, a amar eles.

O gordinho incompreendido, o gênio do esforço, o gênio nato, a nerd, o cara legal, a tímida e secretamente apaixonada, o desinteressado, a viciada em jogos, o viciado em mulheres e bebida. 



 

Acredito que cada um ocupou um lugar no coração de cada fã.

Os últimos capítulos do anime clássico foram cheios de fillers e, automaticamente, desanimadores para o público geral (salvo narutards, que continuaram amando tudo), que se consolava no sucesso de Naruto Shippuden.

A história caminhava rumo ao sucesso, mais do que merecido, depois de tanta luta do Naruto, tanta evolução dos personagens.

Os vilões reais foram revelados, o Naruto era quase um adulto, com a mesma pureza e força de vontade. Faltava pouco para um momento ápice que encerraria a história com chave de ouro deixando lágrimas nos olhos e saudades no coração.

E então eles resolveram continuar.

Naruto estava fazendo sucesso, dando dinheiro, com uma legião de fãs, estava popular a ponto de pessoas que não tinham nenhum envolvimento com o mundo dos animes e mangás conhecerem e adorarem a história.

A história perdeu seu ponto chave e começou a buscar pontas para emendar o que já estava perdido.

Naquela luta contra o Pain, o Naruto conseguiu o que faltava: O reconhecimento de todos da vila.

Aquele sim seria um ponto final maravilhoso.

Mas não foi assim que aconteceu.

E cada vez a coisa foi ficando mais cabulosa, mais enrolada e menos plausível.

Em dado momento da história eu já nem conseguia conceber um final na minha cabeça.

Convenhamos, a Kaguya foi mais do que desnecessária para o andamento da história. E o poderoso chefão Madara, perdendo fácil para seu próprio “servo”?

A luta final do Sasuke contra o Naruto foi fraca, e a forma como a Sasuke simplesmente mudou toda sua ideologia de séculos com um simples “eu perdi” me fez pensar se aquilo era realmente sério.

Sei lá, eu esperava mais.

Ou menos.

Que acabasse em outra situação.

Eu realmente gosto de Naruto. Coleciono os mangás, coleciono sentimentos pela história, e vou tatuar a frase “ganbatte kudasai” em algum lugar do meu corpo, porque a lição mais importante que Naruto me passou é que a gente não deve desistir, deve se esforçar sempre mais e mais, para conseguir alcançar nossos sonhos.

Mas ainda assim, fiquei triste por ter terminado como terminou.


Tivemos uma conclusão boba, um final meia-boca, e a sensação de que poderia ter sido diferente.

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