quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Capítulo 5 - Perguntas



Fomos jogados na mesma cela. Tinha um guarda na porta e ele tinha a chave do cadeado que nos mantinha lá. Mas eu sou capaz de quebrar esse cadeado com as minhas próprias mãos facilmente.

"Ei, você! Qual é o seu nome?" Perguntei.

O guarda lançou-me um olhar cheio de suspeita.

"Meu nome é Kyrie."

"Kyrie, por que vocês, ninjas do som, estão aqui? O Orochimaru morreu. Vocês são livres agora."

"Isso não tem nada a ver com liberdade. Você é só um garoto, não entenderia."

"Um monte de idiotas num lugar onde foram obrigados a ficar, que podem ir embora, e não vão. Não entendo mesmo!"

"Nós não fomos obrigados a nada! O Orochimaru-sama salvou a gente. Você não sabe o que é viver como se não houvesse uma razão para existir. E o Orochimaru-sama deu isso para nós. Não vamos permitir que o seu sonho de criar uma nova aldeia ninja morra. Eu sou um ninja do som!"

Ele está errado. Eu sei o que é viver achando que não tinha uma razão para existir. Mas eu sinto que ele falou a verdade. Parece que só querem preservar a aldeia do Som. Ele ficou em silêncio e eu soube que ele não ia dizer mais nada.

A Hinata estava sentada num canto afastado da cela, no mais completo silêncio. Sentei do seu lado, e falei:

"Eu acho que aquele cara falou a verdade. O que você acha?"

"Eu...também acho, Naruto-kun."

Apesar de toda a timidez, a Hinata é uma garota legal. Ela é exatamente o inverso de mim! Dizem que os opostos se atraem. Será que isso quer dizer alguma coisa?

"Hinata, por que você gosta de mim?"

A Hinata ficou vermelha até a última raiz de seu cabelo. Será que eu disse alguma coisa errada?

"Não...sei. Você sempre foi...persistente, determinado, e sempre acreditou em si mesmo. Você é uma pessoa boa. E, eu queria ser um pouco...como...você." respondeu, sem me encarar.

Olhei para ela com um olhar meio tímido. Com certeza eu adoraria ouvi-la falar essas coisas de mim para sempre. Eu só...sinto-me muito melhor e mais forte quando estou perto dela.

Nessa mesma noite, fugimos daquela prisão e investigamos aquela fortaleza, mas não encontramos nada. A única informação que conseguimos, era que os ninjas do Som queriam dar continuidade ao sonho do Orochimaru. Então resolvemos ir embora. Sem que eles percebessem que tínhamos saído da cela, abandonamos aquela fortaleza, uma vez constatado que não estavam ligados a Akatsuki.

Quando eu estava saindo, lembrei-me de algo que o Kakashi-sensei me disse. “Se a pista for obvia demais, não a pegue.”. Hum...isso deve significar algo. Ah, melhor deixar para lá.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Big - Final Alternativo


Big: Episódio 16 - Resumo

Durante um jantar entre as famílias de Kil Da Ran e Seo Yoon Jae, Da Ran declara seu amor por KKJ, que apenas Jang Ma Ri sabe quem é. Todos ficam desapontados e até mesmo envergonhados pela postura dela em relação a tudo isso – exceto o próprio Kang Kyung Joon. Kil Da Ran faz várias loucuras para provar para Kang Kyung Joon que o ama realmente. Numa tentativa desesperada de ficar com Kyung Joon, Ma Ri rouba seu corpo do hospital, no entanto Kyung Joon a convence a devolver o corpo e pede para ela parar de persegui-lo. Esta desiste dele e volta para os Estados Unidos. Da Ran encontra seu guarda-chuva que perdeu quando conheceu Kyung Joon e paga para restaurá-lo. Antes de Kang Kyung Joon viajar para Alemanha para fazer a cirurgia que o fará voltar para seu corpo original, Kil Da Ran promete, embaixo de seu recém-encontrado guarda-chuva, que não desistirá dele e o conquistará novamente mesmo se ele perder sua memória.

Capítulo único

O avião decolava e quanto mais subia, mais afastava Kang Kyung Joon de Kil Da Ran. Ele estava realmente triste com seu futuro. O que o assustava não era a probabilidade de não retornar para seu corpo, nem o que sentiria ao acordar num lugar estranho, rodeado de gente desconhecida. O que o deixava com medo era saber que se esqueceria de tudo o que acontecera entre ele e Da Ran.

Nunca se sentiu tão vivo, tão completo. Sua vida era cheia de cores com Kil Da Ran ao seu lado. Seu jeito inocente, a forma que seus olhos soltavam coraçõezinhos quando olhavam para ele, como ela dizia poing poing. Ela era tão linda e inteligente de sua própria forma e se esforçava tanto, que ele não sabia uma forma de não amá-la. Sentiu-se muito bem acolhido na família dela, de uma forma que nunca se sentira em sua própria após a morte de sua mãe. Ele ganhara até mesmo uma pedra-genro! Se ele ao menos tivesse a sorte de nascer em uma família como a de Da Ran…

Sentiu os braços de alguém em torno de seus ombros e encontrou o olhar preocupado de sua mãe biológica.

“Vai dar tudo certo.”

Ele deu um meio sorriso ao perceber o quanto o simples ato de sua mãe ali naquele momento contradizia seus últimos pensamentos. Ainda era estranho para ele se adaptar aquilo, mas ele também tinha uma família legal. Claro, nenhum deles nunca substituiria sua mãe que o criara e amara tanto.

“Eu sei.” Tranquilizou-a. Suas palavras encontraram um rosto que desejava muito acreditar que tudo ficaria bem.

Ela recolheu seu braço e endireitou-se no assento.

Ele fechou os olhos numa tentativa vã de dormir. No fundo ele sabia que passaria a viagem inteira pensando em Da Ran, tentando absorver cada memória preciosa que construiu ao lado dela. Seu único consolo era saber que se lembraria dela ao menos um pouco. O incidente com os guarda-chuvas. O local que a levou antes do acidente. Mas será que o sentimento pequeno e fraco que tinha por ela naqueles momentos, seriam o suficiente para leva-lo de volta para ela?

Isso não importava, ele tinha que voltar independente do que. Ele prometeu para Da Ran que voltaria.

Seus pensamentos o lançaram cada vez mais para um turbilhão bagunçado onde as ideias não se completavam, parecendo confusas e sem sentido, e antes que percebesse adormeceu.

“Nós chegamos, filho.” Sua mãe o acordou.

Desnorteado ele arregalou os olhos, tentando se lembrar onde estava e quem era aquela mulher.

Ah, é. Agora sou o Seo Yoon Jae. Assentiu para ela, antes de levantar de seu assento e sair do avião.

Todas as coisas vieram numa sucessão louca de acontecimentos. Chegaram, foram para o hospital, seu corpo já estava lá o esperando. Quando o olhou, tudo pareceu igual. Como se aquele tempo todo entre o acidente e agora não existisse. Sem essa loucura de amor, inseminação in vitro, a coelhinha e o urso, seu amadurecimento em todo esse tempo, sua família biológica… nada parecia realmente existir. E sabia que quando acordasse, realmente não existiria.

Foi levado para a sala de cirurgia, onde podia ver seu corpo deitado a poucos metros de distância enquanto retiravam as células-tronco necessárias — as preparações já tinham sido feitas.

Deitado em seu próprio leito, em um corpo que não o pertencia, esperou que dessem a anestesia. Um médico, no meio de vários outros que iam se aproximando, aplicou algo em sua veia.

A nuvem de sonolência fechava seus olhos irresistivelmente, convidando-o para um sono profundo, do qual acordaria sem se lembrar de nada. Uma última imagem do rosto sorridente de Kil Da Ran enquanto cantava aquela música do… qual era mesmo o bicho? Não lembrava. Não saberia nem dizer seu nome.

E lá estava sua cama. Aquela com a qual sua mãe o presenteara. Aquela que tinha um valor sentimental incalculável para ele. Aquela em que sua mãe prometera que se ele dormisse se tornaria um adulto. Yoon Jae zelava por seu sono. Sim, seu corpo ainda estava ali. Mais do que isso, ele realmente estava ali. Olhos abertos, alertas, apenas esperando. Enfim, todo o milagre acontecera, e Seo Yoon Jae cuidara daquele corpo por todo o tempo para que ele pudesse viver tudo aquilo, para que pudesse conhecer a verdade sobre sua vida. Ele salvou a vida de Yoon Jae uma vez e este salvou a de Kyung Joon. Poderia dizer que sua vida foi salva duas vezes, já que aquele intervalo de tempo que o levara até ali o salvou da solidão, deu a ele uma família e o amor de uma mulher. Mas agora era hora de mais uma vez salvar a vida de Yoon Jae, retornar ao seu corpo e voltar aquele tempo, antes do acidente. Antes de sua família nova, antes de Da Ran.

Yoon Jae estendeu a mão para Kyung Joon, que hesitou antes de agarrar-se a mão de seu irmão. Recebeu um sorriso de incentivo e o retribuiu. Da Ran estava certa, a mão do doutor Seo era quente.

Subitamente, Seo Yoon Jae o puxou para um abraço. Kyung Joon ficou tão surpreso que nem pode resistir ao puxão. Mas ao invés de colidir com o corpo do médico, passou através dele e caiu sobre o seu próprio, que estava deitado na cama, observando tudo.

Kang Kyung Joon arregalou os olhos espantando e respirou o ar fundo e com muita força, como se o fizesse pela primeira vez em sua vida. Sentiu um calor o envolvendo e percebeu que segurava a mão de um homem que estava deitado inconsciente ao seu lado.

Aliás, onde estava?

Encarou as paredes pálidas e frias, sentindo-se tonto e confuso. O que seria aquilo? Um hospital? Parecia uma sala de recuperação, dessas que se ficava para esperar evolução do caso. Acontecera algo com ele?

Soltou a mão do homem ao seu lado e cenas aleatórias vieram a sua memória. Um acidente, água, uma mão que o puxava para fora da água.

Encarou mais uma vez o homem deitado na cama próxima, reconhecendo nele seu salvador.

Tudo bem; devia estar em um hospital da Coréia, próximo à escola. Tinha que avisar seus tios sobre tudo, dizer que estava bem e que por isso não precisavam perder tempo fingindo que se importavam.

Teve um sentimento estranho, como se estivesse se esquecendo de algo. Sua cabeça doeu quando se esforçou para tentar lembrar.

Tinha alguns fios presos ao seu corpo, mas achou que não seria sensato retirá-los por conta própria. Procurou aquele botão que toda cama de hospital tem na cabeceira para chamar os enfermeiros. Ao acha-lo, apertou insistentemente e em poucos minutos uma enfermeira que parecia estrangeira falou algo e se aproximou dele.

“O quê?” Perguntou, quando a mulher falou rápido, em um idioma que ele sabia não ser o coreano.

“How are you?” A mulher perguntou num inglês carregado de sotaque.

Suspirou aliviado e enfim pode perguntar coisas sobre sua situação atual.

-<3-

Havia passado um mês desde que acordara de seu sono de mais de um ano. Kang Kyung Joon estava começando a aceitar tudo. Revoltara-se quanto a tudo, repetira as mesmas palavras, estranhava a tudo e a todos, e se sentia mais solitário do que nunca. No entanto, sua mãe, sempre insistente, conseguira aos poucos ocupar um espacinho no coração dele.

Seu irmão era um cara legal e Kyung Joon ficou muito surpreso quando descobriu que era o noivo da professora Kil Da Ran. No entanto, por algum motivo que ele desconhecia, falar no nome de Kil Da Ran era totalmente proibido. Certa vez ele fez uma pergunta qualquer sobre ela para sua mãe e esta o repreendeu.

Perguntava-se que tipo de resposta Yoon Jae daria para Da Ran naquele dia que a deixara na beira daquele lago. Se eles não tivessem sofrido o acidente, ele provavelmente se casaria com Da Ran. Ela seria então sua nora. Argh! Isso soava mal. Ela pegaria no seu pé todo dia pelo seu jeito informal de falar, e repetiria “Aqui nós respeitamos as noras”. Não pode evitar um sorriso ao lembrar-se do quanto seu jeito de falar a incomodava.

Já questionara seu irmão sobre qual seria a resposta dada a Da Ran no dia do acidente. ‘Acho que eu estava começando a me apaixonar por outra pessoa, eu diria isso para ela.’ Pensou sobre o quanto Da Ran ficaria decepcionada com a resposta dele.

O tempo passava rápido e Kang Kyung Joon só queria voltar para Coréia. Já podia aceitar com naturalidade sua nova família e as condições das quais surgiu. Estava tudo ok para ele as coisas daquele jeito, mas tinha algo que o incomodava.

Houve um dia que – mexendo em suas próprias coisas trazidas da Coréia pelos seus pais – encontrou um relógio com suas iniciais gravadas. Gostou dele, então passou a usá-lo sempre. Depois encontrou um manuscrito seu que contava uma história mágica de amor entre um anjo e uma mortal. A história era engraçada e não tinha final, embora Kyung Joon não se lembrasse de tê-la escrito. De qualquer forma a história parecia familiar, então ele realmente devia ser o autor.

No seu vigésimo primeiro aniversário, ele quis visitar sua antiga casa. Seus pais se opuseram bastante a ideia, em especial quando descobriram de qual casa se tratava. No entanto, ele foi mesmo assim.

Gostaria se possível, compra-la novamente. Agora que recebera integralmente a herança de sua mãe, poderia comprar fácil se os atuais moradores quisessem vender.

Passou em frente a sua antiga casa e uma senhora o abordou perguntando se precisava de algo. Respondeu apenas dizendo que já morara ali tempos atrás.

Perambulou por mais alguns lugares daquela cidade, como uma praça que tinha por ali, ou andando aleatoriamente por algumas ruas. Viu uma jardineira numa calçada que o fez lembrar uma passagem do seu manuscrito encontrado em suas coisas.

Resolveu visitar sua antiga escola. Seria um passeio interessante. Ele entrou no ônibus e sentou-se no mesmo lugar que se sentara no seu primeiro dia de aula. O automóvel entrou em movimento, mas logo parou e abriu novamente a porta. Uma mulher de cabelos curtos se curvava efusivamente e repetia pedidos de desculpas por ter feito o ônibus parar e ter corrido atrás do ônibus.

Foi apenas quando ela se sentou no assento oposto ao seu que Kang Kyung Joon reconheceu a professora Kil Da Ran. Ela estava tão distraída se desculpando - enquanto recebia os olhares indiferentes ou nervosos do outros passageiros – que nem o notara ali. Como na primeira vez, ela escutava algo em seu fone.

Ele colocou os seus próprios e procurou a mesma rádio que estava ouvindo na primeira vez que se conheceram.

“… um feliz aniversário para o amor secreto da senhorita K e para todas as pessoas que fazem aniversário nesse mesmo dia. E para comemorar, vamos ouvir a música Because it’s you de Davichi.”

Era engraçado o quanto ela parecia a mesma, só que diferente. Até esse pensamento era engraçado. Olhou para ela fixamente, esperando que como na primeira vez ela retornasse o olhar, mas ela não o fez.

Por fim desistiu e ficou olhando pela janela. Tudo lhe era familiar, as árvores, as ruas, as casas. Eram as mesmas de quando ia para a escola. Era o mesmo caminho afinal.

Numa última esperança de pregar uma peça a sua antiga professora de História, ele pensou em trocar novamente os guarda-chuvas – já que o dia estava nublado e com previsão para chuva. Logo desistiu da ideia. Ela perdera seu guarda-chuva naquele dia, muito tempo atrás.

Estava decidido. Ele iria lá e simplesmente diria um “oi” para cumprimentá-la e iria visitar sua antiga escola.

Com esse intuito, ele virou-se no seu assento, mas assim que o fez viu o guarda-chuva verde no chão. Ele deu um meio sorriso para sua própria sorte, e fez a troca rapidamente. Para não ficar tão aparente e óbvio, ele levantou-se e sentou no último banco. Dessa vez levou consigo o guarda-chuva de Da Ran.

Nesse momento Da Ran percebeu uma movimentação estranha pela sua visão periférica. Seu coração, aos saltos, parecia sentir a presença de seu KKJ bem ali. Esperançosa, virou-se e encarou aquele mesmo lugar.

Sua expressão se desmanchou em decepção ao encontrar o lugar vazio.

Seu ponto de descer chegou e ela deixou o ônibus cabisbaixa. Abriu seu guarda-chuva para as primeiras gotas que começavam a cair e caminhou lenta e desanimadamente em direção à antiga escola na qual lecionava.

“Espere!”

Ao ouvir aquela voz, Da Ran paralisou. Seu coração pulou tão, tão rápido que ela pensou que ele estava decidido a seguir carreira de acrobata. Não podia ser! Impossível!

“Hey, professora Kil Da Ran! Você ainda tem mania de pegar o guarda-chuva dos outros!”

Boquiaberta, ela olhou o guarda-chuva que tinha em mãos e era o mesmo daquele dia. Então ele realmente viera, ele estava ali. E agora era sua chance de ser a primeira, de dar o primeiro passo, de se aproximar.

“E-eu.” Gaguejou debilmente. Quais foram as coisas que ele lhe dissera quando o vira pela última vez mesmo?

Se eu perder minhas memórias, certamente terei uma expressão mal-humorada e a ignorarei.

Você deve me segurar primeiro.

Seja paciente e não desista de mim.

Não me lembrarei, então me diga exatamente como se sente, dessa forma seremos capazes de voltar a esse tempo.

Mas como fazer tudo isso sem soar ameaçadora? Estava tão confusa e apavorada, que não sabia ao certo o que falar ou fazer. Só sabia que tinha que dizer alguma coisa.

Começando a pensar sobre o quão estúpida foi sua brincadeira, Kang Kyung Joon apenas estendeu o guarda-chuva de Da Ran e pegou o seu próprio das mãos delas.

Completamente sem ação, ela o observou fazer isso e partir. Nem percebeu que segurava o seu guarda-chuva fechado e que a chuva arruinava seu cabelo.

Num instante, ela estava lá, parada e molhada, apenas olhando. No outro, ela estava correndo e como naquela primeira vez em que o Kang Kyung Joon segurou sua mão e puxou o guarda-chuva de volta, ela segurou a mão dele e fez o mesmo. Seus olhares se cruzaram e ela ficou com uma expressão espantada.

Naquele instante, algo aconteceu.

Pequeno pinguim, Pororo. As flores roubadas da jardineira. Eu amo o KKJ. Definitivamente, ela não parecia nem um pouco normal naquele momento. Quando foi ao cinema você despertou meus sentimentos. Os fones, o toca-fitas que ele concertou. Você gosta de mim tanto que pode morrer, certo? Os corações saindo dos olhos dela, e eram para ele. Como pode vir a um lugar assim sozinha? A dor em seu peito, o medo de que algo acontecesse a ela naquela estação de metrô enquanto procuravam Choong Shik. Braços longos, camiseta curta. Pode ver a barriga, ele está usando bota de canos altos e não há calças. O Kang Panda e o Kil Panda. Professora Kil terá que guardar. Esse foi o primeiro beijo de Kang Kyung Joon O beijo roubado no dia das fotos do álbum de casamento.

As lembranças vinham aos montes e bagunçadas, mas ter lido a história daquele manuscrito ajudou colocar cada coisa em seu devido lugar. E agora ele sabia que não era apenas uma história sem final. Era algo real e o fim estava para ser escrito. Olhou para Kil Da Ran com outros olhos, quando uma última frase veio a sua mente.

Eu me pergunto o que teria acontecido se eu tivesse encontrado a coragem para te dizer que gostava de você antes.

“Tem algo que queira me dizer, professora Kil Da Ran?” Falou ainda desnorteado com aquela tempestade em sua cabeça. Faltava alguma coisa, faltava alguma coisa com certeza!

“Kang Kyung Joon…” Ela falou com tal convicção que ele teve que encará-la. “ Eu te amo.”

Kyung Joon sentiu o coração congelar por um milésimo de segundo e em seguida bater tão acelerado que poderia estar prestes a parar.

Percebendo suas palavras e o quanto isso confundiria seu KKJ, Da Ran tentou consertar:

“Quer dizer… e-eu… sabe, você tinha me pedido algo antes de ir… antes do acidente…” Não dava. Não havia nada que ela pudesse falar para se explicar. Agora ele se afastaria para sempre de Da Ran.

Ele continuava paralisado na frente dela.

“Kang Kyu-”

Suas palavras foram cortadas abruptamente, quando Kang Kyung Joon calou-a com um beijo. Chocada, não sabia se correspondia ou se o empurrava. Será que ele me entendeu mal, ou… droga, como interpretá-lo? Perguntou-se.

Mas foi ele quem se afastou primeiro, deixando-a sem chão.

“Eu me lembrei de tudo, Da Ran.” A voz dele soou baixa e ela o encarou. “Obrigado por não se esquecer de mim.”

Uma lágrima escapou pelos olhos dele, mas antes que ela pudesse se dar conta disso, Kang Kyung Joon largou o guarda-chuva, e as gotas atingiram seu rosto apagando qualquer resquício de lágrima de sua face. Da Ran instintivamente abraçou-o.

“Kil Da Ran, eu te amo.”

Ela permitiu-se chorar por todo o tempo esperando por ele, pelo tempo torcendo para que ele realmente voltasse. A angústia de não saber se seria capaz de fazê-lo lembrar de tudo que passaram. Ou o medo de que não pudesse fazer ele se apaixonar por ela novamente.

“Eu prometi que voltaria para te buscar.”

E com essa frase, ela sabia que tudo daria certo. Sabia que ele estaria ali ao lado dela. Sabia que teria forças para enfrentar tudo: sua família, a dele que também era a do seu ex-marido, a provável condenação de todas as pessoas do mundo. Tudo que precisava era dele e agora ele estava ali.

E dessa vez, era para sempre.

-Fim-

N/A: É isso, pessoal. Eu idealizei um final assim para o Dorama. Gostaria de ver ele em cores e personagens, mas acho que dá para me contentar com um final escrito. Espero que tenham gostado!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Capítulo 4 - Capturados



Quando estávamos a 100 metros do nosso objetivo, percebi que centenas de kunais estavam vindo em nossa direção. Saquei a minha kunai para me defender, mas a Hinata segurou minha mão, me detendo. Ela pulou na minha frente, desviou de algumas kunais e deixou outras a atingir.

“Ei, Hinata, achei que fosse só para fin-”

“Shh” Ela tapou minha boca, e mesmo que estando em um combate sério ficou corada. A Hinata levantou a outra mão, onde eu tinha visto uma kunai a atingir em cheio. Não estava machucado! Então ela desviou de todas, mas deixou umas passarem bem perto para simular que foi ferida. Então ela usou o justsu de transformação para parecer machucada. Percebi seu plano e fiz o mesmo.

Quando estávamos cara a cara com os ninjas que guardavam aquele lugar, aparentávamos estar muito machucados, mas era só o jutsu que tínhamos usado.

Todos usavam bandanas com o símbolo da aldeia do Som.

Derrotamos sete dos quinze ninjas que estavam lá, obviamente que pegamos leve com eles. Eu nem usei o rasengan! E depois nos demos por vencidos.

Dois deles me seguram e outros dois seguraram a Hinata.

Um cara de cabelo azul e arrepiado pegou o rosto da Hinata entre as mãos e o levantou para que ela pudesse encará-lo.

“Até que você é bonitinha. Acho que dá para salvar você.” Ele aproximou seu rosto do dela.

“Tire suas mãos de cima dela, seu escória!”

Libertei-me com facilidade das mãos que me seguravam. Eles não podem tratar uma ela assim!

“Defendendo a namoradinha?” Quando o cara do penteado estranho disse isso, a Hinata ficou vermelha.

Ela olhou para mim, como se quisesse dizer algo que não podia ser dito com palavras.

Ai, todo mundo sabe que eu não sou bom nessas coisas! Como é que eu vou saber o que ela quer dizer?

Ah, é mesmo! Nós temos que ser capturados! Por isso que ela não se importou com o que o cara fez. Eu também não deveria ter me importado, mas eu não consegui ficar só olhando, enquanto aquele cara a tratava daquela forma. Deixei-me ser capturado novamente.

Isso é muito chato! Que graça tem fingir que foi capturado?

“A garota vive. Quanto ao outro, podem matar.”

“Espere!” A Hinata falou pela primeira vez, depois que fomos ‘capturados’. “Não podem matá-lo!”

Ela estava bem convincente. Se eu não soubesse que tudo aquilo fazia parte do plano acreditaria nela.

“Tem uma recompensa oferecida a quem capturá-lo vivo.”


É claro que antes de inventarmos essa mentira, espalhamos um boato de que isso era verdade. E eles acreditaram. Nós fomos jogados em um calabouço no interior da construção. E era exatamente o que queríamos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Big


Hoje vamos conhecer esse dorama… polêmico. Trata-se da história de um órfão, uma professora e um médico.

Temos uma introdução básica, onde conhecemos a professora Kil Da Ran e a forma como se tornou noiva do médico Seo Yoon Jae. No meio dessa engraçada narrativa conhecemos o marrento Kang Kyung Joon, cujo guarda-chuva Da Ran pegou acidentalmente. Com isso, eles são obrigados a dividirem o guarda-chuva enquanto vão para a escola. E percebemos que o destino desses dois está profundamente entrelaçado.

Quando Kil Da Ran após uma explosão dá o ultimato ao seu futuro marido – Você me ama ou não? – e este promete dar-lhe a resposta pessoalmente, acontece algo inesperado: Ele sofre um acidente Kang Kyung Joon, trocando assim de corpos entre si.

Agora, o garoto de 18 anos está no corpo do médico que vai casar com sua professora, enquanto seu corpo está dormindo profundamente. Ele e Kil Da Ran acabam se unindo com o intuito de fazer cada um voltar para o seu corpo, e aos poucos vão descobrindo mistérios que unem a vida de Kang Kyung Joon e Seo Yoon Jae. No entanto, o tempo que passa com a professora é o suficiente para balançar o coração de ambos, mas será essa a coisa certa a sentir?

Disposto em 16 capítulos, esse dorama arranca lágrimas e sorrisos. Mais lágrimas do que sorrisos; é claro.

Spoiler logo a frente:

Naturalmente que a torcida geral é KKJ e KDR, desculpa Seo, mais essa é a verdade. O médico parece ser um grande sacana… depois vemos que não é bem assim. Mas depois de tantos capítulos torcendo contra, virar a casaca não é fácil.

Posso dizer que foram algumas das minhas 15 horas de vida mais emocionantes… sim, 15 horas. Posso dizer que a décima sexta, ou melhor, o último capítulo foi muito decepcionante. O autor tinha na palma de suas mãos a faca e o queijo, era só cortar tudo e pronto! Mas não, sei lá o que deu na cabeça do autor. Só sei que foi um fim broxante para uma história que prometia muito. Mas foi justamente esse tipo de final que me inspirou a escrever uma fanfic. Assistam até o décimo quinto capítulo e depois leiam a fanfic, será menos decepcionante, prometo. Haha >.<

Até mais!

sábado, 4 de outubro de 2014

Kimi no Iru Machi



Haruto é um garoto na fase colegial que sai da sua cidade do interior e muda-se para Tóquio em busca da garota que ama. A vida na cidade grande parece difícil, no entanto ele logo conhece Kazama que se torna seu melhor amigo e principal apoio na procura de Haruto por sua amada.

Eba rompeu seu namoro a distância com Haruto sem maiores detalhes ou explicações, e ao chegar até ela, ele tem uma resposta: ela já tem um novo namorado.

Ele está determinado a lutar pelo amor de Eba, uma vez que tem certeza que ela o ama. Mas todos seus planos são frustrados quando ele descobre que o namorado dela é seu melhor amigo e que este está com os dias contados.

Encontros e desencontros marcam a vida desse casal que parecem fadados a nunca serem felizes juntos.

Etto... Que história! Eba e Haruto são tudo que não se espera que um protagonista seja. São praticamente os antagonistas da trama toda. Ela me pareceu muito fraca e manipuladora. E o Haruto um grande idiota. Nenhum dos dois parece realmente se importar com nada além de seus próprios sentimentos. No entanto minha opinião sobre o anime é suspeita, já que eu tinha uma ideia pré-concebida. Me contaram todo o resumo com riqueza de detalhes. Posso dizer que a história é original e só. Se você não é muito chegado em meios errados para se atingir a coisa certa, não assista.

Ps: O texto que escrevi nessa postagem foi inspirado na personagem Asuka de Kimi no iru machi.


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 renata massa