quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ichi hittoru no namida – Depois

Na última postagem fiz um resumo muito mal feito desse dorama. Tinha assistido uns três capítulos quando escrevi a postagem… Estava tão emocionada com a história que eu tinha que escrever. Então, por favor, me permitam um resumo mais decente, sim?



Ikeuchi Aya descobre aos quinze anos ser portadora de uma doença incurável que afeta toda a área motora. Agora, ela que era uma garota comum, que jogava basquete, era inteligente, esforçada e apaixonada por alguém, vê cada uma das coisas importantes de sua vida serem tiradas dela uma a uma, por causa da doença. Ela sabe que aos poucos não será possível para ela andar, segurar coisas, falar ou engolir. E cada uma dessas coisas são extraídas da sua vida de forma mais rápida do que o esperado. Sua doença evolui de rapidamente, e não há nada que ela possa fazer, além de se adaptar e aceitar ver seus sonhos escapando por entre seus dedos.

Durante quase toda sua experiência com a doença, ela escreve em seu diário. Nas fases finais da doença, ela não consegue sequer segurar uma caneta.

Foi o diário da Aya verdadeira, que foi transformado em livro e vendido no Japão, que inspirou o dorama. Como diz no início do dorama “Apenas uma garota comum escolhida por uma doença especial”.



Atenção: Spoiler daqui para frente. Não me responsabilizo por quem continuar lendo.

Chorei desde o segundo capítulo (lembre-se que eu acidentalmente comecei por esse). Sou emotiva pra caramba, gente. Trechos como aquele em que ela pergunta para o médico “Por que essa doença me escolheu?” me deixou com o coração na mão. Posso estar equivocada nessa afirmação, mas acho mais difícil você adquirir um problema (uma deficiência física, como no caso dela) sendo antes saudável do que já nascer com um problema. Quando você já convive com alguma limitação, tem uma ideia do que é não ter aquilo, e deseja isso. Entretanto, quando você experimentou não ter a limitação em questão e agora a tem, você sabe exatamente o que está perdendo.

E quando aquele mardito-sem-coração deixa ela esperando no zoológico??? Que vontade de entrar dentro da história e socar ele até a morte. E ela lá, naquela chuva, esperando alguém que não viria. Ainda bem que aparece um carinha legal (Asou Haruto), que está na cara que é super na dela, apesar de todos os problemas que ela está enfrentando.



Ou, ainda, quando ela esquece um caderno na sala de aula e quando volta pra buscar, pega seus colegas de classe falando sobre o quanto ela é um incômodo? Quando ela volta, depois, naquela mesma sala para falar qual é a doença que tem e que vai mudar de escola. Ela diz “Para vir aqui hoje e dizer essas coisas, eu tive que chorar pelo menos um litro de lágrimas.”. Pensei comigo “Para ver você falar isso para sua sala eu devo ter chorado uns quinhentos mil litros de lágrimas”. Haruto defende ela. Mari, uma amiga dela, também.

"Para ser capaz de sorrir e dizer isso a todos,"
(completando: tive que chorar pelo menos um litro de lágrimas)


Num universo de olhares maldosos, sempre há olhos que zelam por nós.

“Mamãe, eu irei me casar?”

Gente, dentro da cultura japonesa, o matrimônio tem um peso diferente do nosso, e sabendo disso, não pude deixar de me comover com essa pergunta dela. Eu queria perguntar para a pessoa que me passou o dorama se o Haruto resolve pedir ela em casamento, ou não. Ele gosta dela, ele sabe da doença desde o começo praticamente, ele leu os diários dela, ela deu um sentido para a vida dele.



Não, ele não casa. Ela morre com 25 anos.

Fim.

Talvez eu compre o mangá.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por ler!

Seja educado
Deixe seu link para que eu possa visitá-lo
Sinta-se livre para compartilhar as postagens, mas dê os devidos créditos

Até a próxima!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 renata massa